quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Betty Davis - Betty Davis (1973)




Betty Mabry, mais conhecida como Betty Davis. Não, não se trata da atriz Bette Davis, mas sim da rainha do funk (ao menos para mim).
O sobrenome Davis não é à toa: foi a segunda mulher de Miles, sendo em grande parte responsável pelo afloramento cultural de sua música, e pela sua "eletrificação". Foi ela quem apresentou Jimi Hendrix e Sly Stone para ele.

Betty nasceu em 1945, na North Carolina, e com 16 anos partiu para Nova Iorque. Lá frequentava o “the Cellar”, um clube-baladinha descolado, onde músicos, pintores, modelos, atores se reuniam para curtir. Foi aí que conheceu Hendrix e Sly, assim como Miles. Eles se conheceram em 1967, casaram-se em 1968, e em 1969 já haviam se divorciado. Ouvi dizer por aí que o motivo do rompimento foi um possível caso de Betty com Hendrix, mas ela nunca assumiu isso.

Em 1971 mudou-se para Londres, para ir atrás de sua carreira de modelo. Sim, antes de ser reconhecida como uma cantora, foi uma modelo de sucesso, saindo em revistas como Seventeen, ebony e Glamour. Nesse período escreveu as músicas que viriam a compor seus discos: Betty Davis (1973), They Say I'm Different (1974) e Nasty Gal (1975). Todos são bons, mas vou tratar aqui apenas do primeiro, que é o que tenho escutado mais.

Betty Davis foi produzido pelo primeiro baterista da banda Sly and The Family Stone, Greg Errico, que também produziu os discos da própria banda, antes de sair em 1971 (além de produzir gente bandas como a de Santana e o Grateful Dead). Um disco altamente sensual, seja no seu jeito de cantar, naquilo que canta, ou no acompanhamento instrumental. Ele te deixa no chão com tanto carinho, amor, paixão e ódio.

Com grandes riffs de roque-en-roll, guitarras não-muito-distorcidas, e seguindo a ideia do “menos é mais”, esse disco traz apenas aquilo que é necessário, nada de muitos luxos musicais. “Anti-love Song” dói no fundo da alma quando começa: “No, I don't want to love you”. Essa música faz você querer dançar independente de onde esteja. "If I'm In Luck I Might Get Picked Up" ,“Walkin' Up The Road”, “Your Man My Man”, “Steppin' In Her I. Miller Shoes” são todas funk-da-pesada e não há discussão. “In the Mean Time” é uma baladinha romântica que encerra o disco, só para dar aquela desbaratinada.
Há ainda “Ooh Yeah”, e “Game is My Middle Name”, que não ficam pra trás das outras.

O link que vou postar é da re-edicão do disco, trazendo 3 bonus tracks: “Come Take Me”, uma música nervosa e voraz; “You won't see me in the morning”, funk-da-pesada, e “I Will Take That Ride”, psicodélica, quase um reagge, bem mais tranquila: uma bela viagem.

Esse disco conta com a participação de um pessoal de peso: Larry Graham, além de outros membros do Graham Central Station; Neal Schon, guitarrista na banda do Santana; Além Sylvester James e The Pointer Sisters nos backing Vocals.




Tracklist:
1. If I'm In Luck I Might Get Picked Up
2. Walkin' Up The Road
3. Anti Love Song
4. Your Man My Man
5. Ooh Yeah
6. Steppin' In Her I. Miller Shoes
7. Game Is My Middle Name
8. In The Meantime

Bonus:
9. Come Take Me
10. You Won't See Me In The Morning
11. I Will Take That Ride


Todas as músicas são de autoria própria.

Bom, é isso aí. Escutem e deliciem-se, e logo logo vem outras coisas quentes.
Abraço!

Link nos comentários.

Um comentário:

Dinonick Mosca disse...

hell yeah:
http://www.4shared.com/rar/v2a_Bw20/BD-BD73.html?