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domingo, 16 de agosto de 2009

Grace Slick & The Great Society - Collector's Item (1965/1971)


Poucos sabem, mas antes de entrar para o famoso grupo Jefferson Airplane, a tchuqui-tchuqui ex-modelo Grace Slick participou de um outro projeto musical, igualmente lisérgico e melódico, o Great Society. A banda, composta por Slick, seu marido Derby, seu cunhado Jerry e outros membros menos conhecidos cujo nome só vale ser citado: Jean Piersol, Bard Dupont, Peter Van der Gelder e Oscar Daniels.
O disco aqui postado é uma reunião de gravações ao vivo feitas pelo grupo durante sua curta existência (1965-1966). Trata-se de um som leve, agradável, inovador (para a época, evidentemente) e apaixonante. Certamente, não há ouvinte que não se perca nos uivados de Grace em "Sally Go Round The Roses", quem não viaje no baixo potente de "Father Bruce", no solo de flauta doce Contralto de Slick em "Nature Boy" (cover excelente da original de Nat King Cole) ou ainda nas gravações originais de "White Rabbit" e "Somebody To Love" (é, sinto informar-lhes que não só a autoria dessas canções não pertence ao Airplane como o Great Society as excecuta 10 vezes melhor).
Melódico, hipnotizante e doce, Slick & The Great Society foi um grupo que, infelizmente, para nossos ouvidos, se dissolveu muito precocemente. Como consolo, escutemos esse álbum pelo menos 30 vezes ao dia. Limpa a alma, acreditem!

Faixas:
1. Sally Go Round The Roses
2. Didn't Think So
3. Grimly Forming
4. Somebody To Love
5. Father Bruce
6. Outlaw Blues
7. Often As I May
8. Arbitration
9. White Rabbit
10. That's How It Is
11. Darkly Smiling
12. Nature Boy
13. You Can't Cry
14. Daydream Nightmare
15. Everybody Knows
16. Born To Be Burned
17. Father

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quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Jefferson Airplane - Surrealistic Pillow (1967)

1967, Califórnia: jovens mal-vestidos e com cabelos longos enfeitados por flores que se recusavam a ir para a guerra no Vietnã dominavam as ruas de São Francisco. Era o chamado "Verão do Amor", ou o início do movimento hippie. Rejeitando o modo de vida imposto pela sociedade de então, muitos dessa geração passaram a buscar experiências e vivências novas, de forma que o uso de drogas alucinógenas como o ácido lisérgio, até então pouco discutido, se tornou banal.
"Surrealistic Pillow", o segundo disco do Jefferson Airplane, grupo até então relativamente popular apenas conhecido na cena local, reflete o impacto desse momento histórico na música. Com um título que faz uma alusão praticamente explícita ao LSD, o álbum explodiu nos EUA, consagrando a banda nacionalmente.
Contava com o então recém-introduzido ao grupo vocal feminino e estridente de Grace Slick e eletrizantes guitarras, fazendo uma releitura roqueira e ácida do folk americano. "Somebody to Love", um hard rock típico da época, ganhou o status de "hit", ao lado de "White Rabbit", de cuja retrata uma viagem psicodélica a partir da história de Alice no País das Maravilhas. Entre as faixas restantes, destacam-se "Plastic Fantastic Lover", "Today" e a instrumental "Embryonic Journey". "My Best Friend" seria quase dispensável.
Enfim, esse aqui é um disco importante e legal. Baixe antes de discordar.

Faixas:
  1. "She Has Funny Cars" - 3:43
  2. "Somebody To Love" - 3:01
  3. "My Best Friend" - 3:05
  4. "Today" - 3:03
  5. "Comin' Back To Me" - 5:24
  6. "3/5 Of A Mile In 10 Seconds" - 3:46
  7. "D.C.B.A. -25" - 2:40
  8. "How Do You Feel" - 3:35
  9. "Embryonic Journey" - 1:56
  10. "White Rabbit" - 2:33
  11. "Plastic Fantastic Lover" - 2:38
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