Desenvolvido em 1963 pelo músico e engenheiro estadunidense Robert A. Moog, o Moog (pronuncia-se "mógue") é o mais popular tipo de sintetizador moderno. Apesar de muitas vezes confundido com órgãos elétricos, diferencia-se destes por apresentar uma capacidade criar inúmeros timbres, enquanto os órgãos apresentam um número limitado de tipos de sons possíveis.
O principal responsável pela introdução do tal instrumento no mercado musical foi Walter Carlos, que gravou o clássico "Switched-On Bach" (1968), além da trilha sonora do filme Laranja Mecânica (1971). Já no rock, o Moog teve sua vez no progressivo, nas mãos do tecladista Keith Emerson, da banda Emerson, Lake & Palmer.
E na MPB, como fica a história? Pois é, meus senhores... O que trago aqui hoje está entre as primeiras investidas de brasileiros em álbuns só de sintetizadores, tendo sido antecedido apenas pela "Banda Elétrica", de 1973.
Gravado em 1974, "Electronicus", disco do desconhecido Renato Mendes (não consegui achar nada sobre o cara, se alguém tiver informações dá um toque aí), traz interpretações em Moog de faixas clichês da música brasileira, como "Desafinado" e "Tarde em Itapoan". Não se trata de uma obra-prima, nem nada do tipo, mas é muito divertido. Da forma que é usado aqui, o sintetizador dá às músicas um tom bem-humorado e debochado, com qualquer coisa de circense, assassinando o charme de belas canções como "A Banda".
Bom... No fim das contas, "Electronicus", por mais que possa ser interessante, é um disco bem meia-boca. Admito que só tô publicando porque o post tava rascunhado há muito tempo e fiquei com pena de excluí-lo. Aí vai.
Faixas:
1- A Noite do Meu Bem
2- A Banda
3- Menina
4- Tristeza
5- Balanço Zona Sul
6- Tarde em Itapoan
7- Bolinha de Sabão
8- Desafinado
9- Marcha da 4a. Feira de Cinzas
10- A Tonga da Mironga do Kabuletê
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