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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Patife Band - Patife Band (1985)

A Patife Band é um conjunto formado nos meados dos anos oitenta, no movimento da Vanguarda Paulista. Naquela época Paulo Barnabé, que compunha e trabalhava seu irmão Arrigo Barnabé, resolveu levar à sua musica suas peculiaridades, criando algo mais solo.
Em 1985, saiu o primeiro disco da banda, denominado “Patife Band”. Este, lançado pelo selo Lira Paulistana, deu o tom de como seria a carreira da Patife Band: Irreverente. Contava com apenas seis faixas, mas todas completíssimas. Em duas delas, há uma reinterpretação de duas populares músicas: “Noite Feliz” e “Tijolinho”, de Wagner Benatti. Esta foi a que mais difundiu a banda, talvez pela eximia reinterpretação. Cá entre nós, não há quem não tenha ouvido “Noite Feliz”, e o contraste do que seria popular criado pela Patife Band é inigualável. Três outras faixas (“Pregador Maldito”, “Pesadelo” e “Tô Tenso”) foram regravadas depois no segundo disco da banda, o “Corredor Polonês”. “Peiote” (nome de droga alucinógena "pesada") é, muito provavelmente, o delírio-digo-faixa mais peculiar do álbum: tem a cara das composições de Arrigo Barnabé, e ainda é efetuada em piano e voz.
A Patife Band ainda está na ativa, mantendo apenas Paulo da formação “original”.

Faixas:
01. Tijolinho
02. Pregador Maldito
03. Pesadelo
04. Tô Tenso
05. Noite Feliz
06. Peiote

Tratar o linque com o comentário.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Patife Band - Corredor Polonês (1987)

Nos anos 70, Paulo Barnabé trabalhava junto a Itamar Assumpção como compositor e arranjador. Estudava e compunha de diversas maneiras, com muita influencia da atonanidade. Estudou, inclusive, com um dos mestres da musica atonal internacional: o alemão Karlheinz Stockhausen. No começo dos anos 80, enquanto seu irmão, Arrigo Barnabé, lançava “Tubarões Voadores”, ele decidiu seguir uma linha mais própria. Surgiu então a Patife Band.
Com um punk rock meio atonal e dodecafônico, a Patife Band tinha influência do passado de Paulo Barnabé com Arrigo e Itamar Assumpção. O grupo sempre se caracterizou por musicar cenas ou ambientes conflitantes, além de usar paródias.
O grupo surgiu no movimento da Vanguarda Paulista, em meio a grupos qual Língua de Trapo ou Joelho de Porco. A banda fazia, na época, um som que não se comparava a nenhum outro, com bons elementos de composição musical e lírica. O conjunto foi lançado pelo selo Lira Paulistana, e voltou à ativa recentemente. Atualmente eles fazem shows, mas com a formação diferente, com um saxofonista e um sujeito que meche no sintetizador.
Em 1985, o grupo lançou seu primeiro disco, “Patife Band”. Este ficou famoso por sua paródia da musica “Tijolinho”, de Wagner Benatti, e pela versão originalíssima de “Noite Feliz”, famosa musica natalina. Entretanto, nessa primeira experiência o caráter dodecafônico e atonal não ficou tão estagnado, devido talvez ao ofuscamento que as engraçadas gozações dele traziam.
Já no segundo álbum, chamado ”Corredor Polonês”, o aspecto diferencial da banda ficou evidenciado: o dodecafônico e/ou o atonal encaixados na irreverência e atitude do punk. Nesse novo projeto apareceram novas faixas e novas versões do antigo disco da Banda, como “Pesadelo” ou “Pregador Maldito”. Havia ainda brincadeiras com outros gêneros e ritmos musicais, percebidas, por exemplo, nas faixas “Vida de Operário” ou “Três por Quatro”.
Olha, é um disco formidável, vale a pena dar uma escutada.

Faixas:
01. Corredor Polonês
02. Pesadelo
03. Chapeuzinho Vermelho (Lil' Red Riding Hood)
04. Tô Tenso
05. Poema em Linha Reta
06. Teu Bem
07. Três por Quatro
08. Pregador Maldito
09. Vida de Operário
10. Maria Louca


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