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domingo, 19 de setembro de 2010

The Roots Of Chicha: Psychedelic Cumbias From Peru (2007)

Ritmo tradicional da Colômbia, a Cúmbia é a mistura de tambores de origem africana com instrumentos indígenas e poesia espanhola. Apesar de sua origem colombiana, o gênero musical difundiu-se rapidamente pelos países vizinhos, tornando-se um dos mais populares das nações da América Latina de língua castelhana. Como era de se esperar, foi sofrendo variações, ganhando subgêneros regionais. Falarei aqui sobre um deles: a Cúmbia Amazônica, também chamada de Chicha (nome de um licor Inca), que surgiu na região peruana da floresta quando esta, no final dos anos 60, vivia um grande desenvolvimento urbano em função do petróleo.
Por meio da TV e do rádio, os artistas das cidades locais passaram a entrar em contato constante com o rock estadunidense e britânico. Influenciados, incorporaram à sua música popular elementos da psicodelia e do surf-rock, passando a usar instrumentos elétricos como guitarras, órgãos fárfisa e até mesmo sintetizadores moog. O resultado disso é a Chicha, miscigenação entre a Cúmbia tradicional do Peru e o pop internacional.
Em outras palavras, o rock entrou direto na música peruana como uma manifestação cultural autêntica, e não como mera imitação de padrões estrangeiros (como reclamei que acontecia no disco "Steam Kodok", de Singapura, que postei aqui semana passada). Não à toa, é comum encontrarmos por aí comparações entre a Cúmbia Amazônica e a Tropicália no Brasil, afinal ambos tinham forte caráter antropofágico. A diferença, porém, é que, enquanto o tropicalismo foi pensado e aplaudido por uma nata de artistas intelectualizados, a Chicha surgiu como uma forma popular, elogiada nas pistas de dança e não entre os críticos.
Por causa disso, o gênero acabou por ficar esquecido, sem nunca ter ido além das fronteiras de seu país de origem. Eis que, em 2007, a Barbes Records organizou "The Roots of Chicha", a primeira coletânea de Cúmbias Amazônicas lançada fora do Peru. E aqui está ela.
Trata-se de um álbum sensacional do começo ao fim, com músicas bem embaladas e envolventes. Há, entre elas, tanto faixas instrumentais (entre essas, vale dar destaque ao "Sonido Amazônico" dos Los Mirlos e "Para Elisa", versão "chichada" da música de Beethoven feita pelos Los Destellos) quanto com vocal (como "Ya Se Ha Muerto Mi Abuelo", de Juaneco y Su Combo).
Enfim, enfim, estou me prolongando demais aqui... Fiquem com o disco.

Ah, outra coisa: li que no dia 12 de Outubro vai sair a continuação da coletânea, "Roots Of Chicha vol.2". Fiquem atentos, quem sabe não posto ela aqui no Saqueando logo mais...

Faixas:
1. Sonido Amazonico - Los Mirlos
2. Linda Nena - Juaneco Y Su Combo
3. Carinito - Los Hijos del sol
4. A Patricia - Los Destellos
5. Sacalo Sacalo - Los Diablos Rojos
6. Ya Se Ha Muerto mi Abuelo - Juaneco Y Su Combo
7. El Milagro Verde - Los Mirlos
8. Para Elisa - Los Destellos
9. Linda Munequita - Los Hijos Del Sol
10. Muchachita del Oriente - Los Mirlos
11. Para Elisa - Los Destellos
12. Vacilando Con Ayahuesca - Juaneco Y Su Combo
13. El Guapo - Los Diablos Rojos
14. Mi Morena Rebelde - Eusebio y Su Banjo
15. Si Me Quieres - Los Hijos Del Sol
16. Me Robaron Mi Runa Mula - Juaneco Y Su Combo
17. La Danza de Los Mirlos - Los Mirlos

Link para download nos comentários, muchacho.
Mas se cê tiver com preguiça de baixar, dá pra ouvir pelo MySpace.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Steam Kodok - 17 A-Go-Go Ultrarities From The 60's: Singapore and Southeast Asia Underground

Como já explica o subtítulo, "Steam Kodok" é uma coletânea de raras gravações de rock psicodélico provenientes do Sudeste Asiático na década de 60. No melhor estilo das coletâneas garageiras à lá Nuggets, o álbum reúne a nata das bandas 'underground' de Singapura, Tailândia e Malásia. Quer dizer, 'underground' só aos nosso olhos de ocidentais do século XXI, pois, a julgar pela qualidade do som, os grupos deviam ser (e eram) relativamente famosos em seus países de origem.
Apesar da proveniência exótica das faixas ser o grande apelo do álbum, são poucas e raras as marcas da cultura local em seu conteúdo. A maioria das músicas apenas imita um modelo americano/inglês de rock, só que cantado em língua oriental. O que não torna o disco pior, nem melhor. É tudo muito bom, mas pouco original, mais ou menos que nem a rapaziada da Jovem Guarda no Brasil (ó, dura vida de terceiro mundo...).
Há, porém, algumas exceções. A mais notável é, sem dúvidas, "I Am A Drummer", de King Drummer, que não tenta esconder suas origem singapurianas, mas também não perde a atitude roqueira. Já a sombria "Unknown", de Fox, tende para um lado mais experimental, acompanhada por gritos e gemidos que parecem miados de gato. Por fim, "Hu Pi Tzu Shau Hsiang", faixa inteiramente instrumental do The Quests, se aproveita da moda da cítara para assumir suas raízes orientais. De resto, são todas músicas muito boas, mas pouco surpreendentes.
E, ah, só mais um comentário final: o álbum teve uma versão em CD lançada em 2003, com 26 faixas ao invés de só 17. Conforme for, vou colocar link pras duas nos comentários. Bom, isso é tudo por hoje, pessoal.

Faixas:
1. Mungkir Janji - D4 Ever
2. Ikan Todak - Les Califas
3. Chock Chock Kundong - Mike Ibrahim & The Nite Walkers
4. Gembira Ria - Rosna & The Siglap Five
5. Unknown - Fox
6. Mak Itty Mai Illa - Kassim Slamat & The Swallows
7. Buttons and Bows - Ronnie Ong
8. Barabajagal - October Cherries
9. Nga Lompok A Go Go - Kassim Slamat & The Swallows
10. I'll Be Your Man - The Quests
11. Bad Looser - Naomi & The Boys
12. Senyum Selalu - Mike Ibrahim & The Nite Walkers
13. Hu Pi Tzu Shau Hsiang - The Quests
14. Bersedia - Ismail Haron & The Guys
15. I Wish You Would - The Dynamics
16. Runaway - The Antartics
17. Unknown - King Drummer

Link pra download nos comentários.

sábado, 26 de junho de 2010

Garage Beat '66 (Vol. 5 - Readin' Your Will!)


Salve Salve meus caros e minhas caras!
E eu não faço a menor idéia do que eu tenho aqui! Mentira, até que faço alguma, mas ainda assim. O ano era 66 e a idéia era o hippie e o flower power e a psicodelia certo? Quase tudo, fica alguma psicodelia e vão embora todos os outros fatores. Bandas de Garagem americanas que praticamente não deram certo. Esse disco vem de uma coletânea na qual os discos eram de artistas semelhantes aos Stones e aos Yardbirds, mas aqui o que há é uma idéia mais à la 13th Floor Elevators.
Um disco que irá soar familiar apenas para aqueles que já tenham escutado as músicas, entre as quais figuram clássicos cults como 'Zakary Thaks' e 'Unrelated Segments', mas muitas coisas desconhecidas aparecem como The Lemon Drops, obviamente semelhantes ao Lou Reed de Velvet Underground e Nico ou "Thoughts" do Front Page News, que apesar de semelhança inegável aos Yardbirds ousam com guitarras mais distorcidas, órgão e nada de cover dos bluesmans. Fica a dica para "Thirteen O'Clock Fiight To Psychedelphia" da banda Plato and The Philosophers, com vocal e guitarras semelhantes ao genial som do Jefferson Airplane.
The Human Expression é uma das bandas de mais destaque do disco, com um cd gravado e vários singles, a outra é Zakary Thaks que apoiou turnês do Jefferson Airplane e do Elevators.
Como dito previamente eu não tenho muito o que dizer além disso, já que não conheço as bandas para dizer o que eu tenho nas mãos.

Faixas
  1. "Story Of My Life" (Unrelated Segments) 2:40
  2. "I Can See" (The Liberty Bell) 3:06
  3. "It Hapens Everyday" (The Lemon Drops) 2:17
  4. "Bad Day Blues" (Headstones) 2:53
  5. "Don't Hurt Me" (Beefeaters) 2:52
  6. "I'm Going Ahead" (Thingies) 2:16
  7. "A Taste of The Same" (The Bad Seeds)
  8. "Thoughts" (Front Page News) 3:08
  9. "Readin' Your Will" (The Human Expression) 2:37
  10. "Face To Face" (The Zakary Thaks) 2:59
  11. "Make Me Some Love" (The Knights Bridge) 3:04
  12. "Open Up Your Mind" (The Nuchez) 3:07
  13. "Never Existed' (The Basement Wall) 2:00
  14. "Optical Sound" (The Human Expression) 2:37
  15. "Thirteen O'Clock Flight To Psychedelphia" (Plato & The Philosophers) 3:02
  16. "Flashback" (Silk Winged Alliance) 3:06
  17. "No More" (Morning Dew) 2:47
  18. "Little Girl" (Arkay IV) 2:49
  19. "Little Latin Lupe Lu" (The Heartbeats) 2:10
  20. Action! (Speaks Louder Than Words)

Tem um Link la nos comments



terça-feira, 8 de junho de 2010

Django Reinhardt - The Best of Django Reinhardt [Capitol/Blue Note] (1996)

Alou meus caros.
Um gênio talvez seja pouca expressão para exaltar as capacidades deste violonista e guitarrista esplendoroso que foi Django Reinhardt. Lhes digo foi pois esta é a vida do nosso novo post aqui no Saqueando. E por que me corrigiram recentemente do facebook, completo meu post dizendo, um "cigano de nata" e que, por ele, jazz deveria ser escrito com um 'D' na frente
Como diz a wikipédia, nasceu dia 23 de janeiro de 1910 em Liberchies na Bélgica, foi um cigano guitarrista de jazz. Foi um dos mais brilhantes e influentes músicos do jazz europeu e mundial e é provavelmente o principal nome do instrumento no gênero. Muitas de suas canções tornaram-se clássicos do jazz, e veja bem, não é difícil acreditar. Junto a Stephane Grappelli formou, em 1934, o conjunto Quintette du Hot Club de France.
Agora uma sacada sobre o cara. em 1928 (18 anos de idade) um incêndio queimou sua casa e junto com ela metade do seu corpo com queimaduras de primeiro grau. Médicos afirmaram que ele nunca mais poderia tocar violão, mas quem diria que esse belga conseguiria tocar com apenas dois dedos na sua mão esquerda (era destro).
Depois da segunda guerra mundial foi aos EUA excursionar e tocou junto a grandes músicos do jazz americano como Duke Ellington, com quem fez a sua primeira turnê na terra dos ianques, primeira e última, por alguns quiprocós ele logo volta à Europa e passa os restos de seus dias tocando em pequenos clubes de Paris.
Influenciou dezenas de guitarristas ao redor do mundo, entre eles estão com certeza os maiores gênios como B.B. King, Chet Atkins, Hendrix (este teria nomeado a Band of Gypsies em função de Django) e outros.
Falando de música agora, Django Reinhardt é conhecido por algumas gandes músicas que se tornaram famosíssimas ao redor do mundo, como "Djangology" que infelizmente não consta nesse cd, "Minor Swing" que é, na minha opinião, um dos jazzes mais bem feitos da história da música, animado, com groove até, e muito blue, com um solo de violão incomparável que certamente confirmam a fama de gênio que o violonista conseguiu com o tempo. "Nuages" é algo mais cheio de sons, graças ao acréscimo do clarinete.
Enfim, eu não vou me perder mas é ridículo de bom e você deveria ter esse cd, sérião. Mas enfim, é quase domínio público, mas quem sabe..
A melhor música, no conjunto de tudo o que eu já postei aqui é, na certa, "Minor Swing" o disco vale por ela.

Faixas:
  1. "Limehouse Blues" 2:46
  2. "When Day Is Gone" 3:12
  3. "St. Louis Blues" 2:43
  4. "Minor Swing" 3:17
  5. "My Serenade" 3:03
  6. "You Rascal You" 3:08
  7. "Montmartre" 2:26
  8. "I'll See You in My Dreams" 2:33
  9. "Naguine" 2:30
  10. "Nuages" 3:19
  11. "Blues Clair" 3:05
  12. "Django's Tiger" 2:39
  13. "Ol' Man River" 2:42
  14. "Diminushing" 3:17
  15. "Oh, Lady Be Good" 3:00
  16. "To Each His Own Symphony" 3:03
  17. "Place de Brouckère" 2:57
  18. "Manoir de Mes (Django's Castle)" 3:17
E como sempre tá lá, nos palpites

terça-feira, 18 de maio de 2010

Rare Earth - Greatest Hits And Rare Classics (1991)


E uma semana se passou desde o meu último post.
Infelizmente o que trago aqui é uma banda desconhecida no cenário musical brasileiro, direto da famosíssima gravadora Motown uma banda de músicos brancos inaugura uma nova subdivisão da gravadora, um dos selos alternativos nomeado Rare Earth, em homenagem à banda que inicia o projeto, voltada para alguns grupos específicos, grupos de rock formados por brancos. Esse selo leva também os nomes das bandas The Pretty Things, Stoney and Meatloaf e The Cats.
Eles são um grupo formado em 1960 e em 1968 adotaram o nome Rare Earth, formada por Gil Bridges, Saxofone, Flauta e vocais, Pete Rivera, bateria e vocais, John Persh, baixo, trombone e vocais, Rod Richard, guitarra e vocais e, por fim, Kenny James nos vocais.
Eu prometo uma sonzeira bem funkeada que varia bastante, como você perceberá nesse best of, que é tudo o que eu consegui para lhes oferecer, e digo que é um belo feito da minha parte que busquei a fundo um disco desses caras. Um som que varia bastante, como eu disse antes, mas é cheio de funk e soul com influências como Jackson Five, outros grupos da gravadora Motown, principalmente a música negra, mas é impossível não perceber um toque de roquenrou branco e algumas notas psicodélicas.
Músicas como "Here Comes The Night", "Born To Wander" são belos funks, com bateria pegada, órgão rasgado e guitarra cheia de soul, lembra um pouco o grande Tim Maia. "Get Ready" e "Good Time Sally" são dois belos roquenrous, mas eu não tenho muito o que falar, porque eu não conheço tanto deles assim. Entre músicas bem distorcidas e grooveadas algumas baladas mais melosas pipocam pelo cd, podem tirar um pouco a sua pilha, mas ainda assim, belo cd. É como o Tim Maia em alguns sentidos, algumas músicas melosas e outras mais pesadas e tem uns vocais muito loucos. É uma banda de primeira que nunca teve o destaque merecido.

Faixas:
  1. "Get Ready" 2:48
  2. "Generation (Light Up The Sky)" 2:46
  3. "(I Know) I'm Losing You" 3:37
  4. "When Joanie Smiles" 2:54
  5. "Born To Wander" 3:21
  6. "Here Comes The Night" 3:27
  7. "I Just Want to Celebrate" 3:38
  8. "Love Shines Down" 3:39
  9. "Good Time Sally" 2:55
  10. "Hey Big Brother" 4:45
  11. "We Are Gonna Have A Good Time" 3: 26
  12. "Big John Is My Name" 4:19
  13. "Chained" 2:50
  14. "Warm Ride" 3:00
  15. "I Can Feel My Love Risin'" 2:58
  16. "Keepin' Me Out of The Storm" 4;19
  17. "It Makes You Happy (But It Ain't Gonna Last)" 3:12
  18. "Midnight Lady" 3:31
  19. "Hum Along and Dance" 4:06
  20. "Fresh From the Can" 5:15
Link Nos comments.
P.S.: Me pediram recentemente o Jardim Elétrico, dos Mutantes, talvez alguém mais competente que eu faça esse post, peço desculpas pela demora, mas a faculdade tá começando a me alcançar e eu peguei uma gripezinha escrota que me fez perder a virada cultural no último sábado.
grato pela paciência

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

World Psychedelic Classics 3: Love's A Real Thing - The Funky Sounds Of West Africa (2005)


Bem, como o própio título mostra, a coletânia psicodélica da costa oeste africana funde talentosos musicos dessas regiões e com uma pitada de funk, deixa o cd completo para ser lembrado durante muito tempo. Algumas músicas são cantadas pela lingua local dos músicos e outras são utilizadas o dialeto americano, que deixa apenas "love is a real thing" mais embelezada. Os traços musicas desse cd são peculiares, pois há repetições de frases não identificadas, solos brilhantes de metais, e uma ênfase no teclado, dando uma encrementada no som. Esse CD inova em certos conteudos ligados a música, como uma exploração feita pelos produtores em criar solos musicais com diferentes instrumentos. Em algumas músicas você ouvirá apenas um xilofone, em outro um saxofone, entre outros instrumentos. Enfim, há uma grande variedade nesse estilo funk. A capa também é de ficar maravilhado. Espero que vocês curtem um som um tanto quanto exótico, meu camaradas.

Tracklist:
1.Minsato Le, Mi Deyihome
2.Love's A Real Thing
3.Keleya
4.Ceddo End Title
5.Porry
6.Guajira Van
7.Better Change Your Mind
8.Allah Wakbarr
9.Awon-Ojise-Oluwa
10.Zinabu
11.Ifa
12.Sanjina

Link nos comments, my gentlemans

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Trainspotting Soundtrack (1996 - 1997)


Sabe-se avaliar a realização de um filme através de diversos elementos além de seu roteiro, atores e cenas e, particularmente, um dos fatores essenciais de um filme é conjuntura com composições, que “sem querer”, acabam interferindo na história sem a necessidade de falas ou grandes movimentos.
Podemos perceber esta união na trilha sonora de Trainspotting no momento em que Lou Reed empresta “Perfect Day” para a tradicional cena de overdose de filmes underground (no caso junkie). O filme inteiro goza deste universo onde os personagens quase que louvam o pico, sendo essa cena em particular tão irônica quando o resto do filme, durante a combinação da música e do momento em que Mark Renton, tão afundado em sua overdose é absolvido pelo chão enquanto ouvimos a melodia calma e melancólica sobre um dia perfeito, onde todos os problemas sumiram (obviamente, no caso de Renton por conta de sua overdose).

Além de ser uma trilha repleta de nomes undergound’s para a época (como Iggy Pop, Joy Division, David Bowie e etc), o filme não conta apenas com o Britpop e Rock para dar sentido ao filme, podemos notar a participação forte da música eletrônica, principalmente na última cena do filme, coma excelente faixa Born Slippy.NUXX.

A influência da musica é tão visível neste filme que podemos notar que o próprio roteiro e personagens foram inspirados em cantores da época, como o próprio Lou Reed (também um “adorador” da heroína e citado em uma das cenas), mas também pelo fato da trilha constituir duas versões, sendo a segunda repleta de musicas diferentes do primeiro cd, onde Danny Boyle fez questão de preencher com faixas que o inspiraram e ajudaram a criar sua obra.

Com certeza Trainspotting soube abusar do elemento musical em favor de si, no momento que deixa as próprias melodias interagirem tão sublimemente que passam a contar a história de uma época, tanto quanto os personagens.

Faixas

Trainspotting: Music from the Motion Picture

1. Lust for Life - Iggy Pop
2. Deep Blue Day - Brian Eno
3. Trainspotting - Primal Scream
4. Atomic - Sleeper
5. Temptation -New Order
6. Nightclubbing - Iggy Pop
7. Sing -Blur
8. Perfect Day - Lou Reed
9. Mile End - Pulp
10. For What You Dream Of (full-on Renaissance Mix) - Bedrock (feat. KYO)
11. 2:1 - Elastica
12. A Final Hit - Leftfield
13. Born Slippy. NUXX - Underworld
14. Closet Romantic - Damon Albarn

Trainspotting #2: Music from the Motion Picture, Vol. #2

1. Choose Life - PF Project
2.The Passenger - Iggy Pop
3. Dark & Long (Dark Train) - Underworld
4. Carmen Suite No.2 - Georges Bizet
5.Statuesque - Sleeper
6. Golden Years - David Bowie
7. Think about the Way - Ice MC
8. A Final Hit - Leftfield
9. Temptation - Iggy Pop
10. Nightclubbing (Baby Doc Remix) - Fun Boy Three
11. Our Lips Are Sealed - Primal Scream
12. Come Together - Joy Division
13. Atmosphere - Goldie
14. Inner City Life
15. Born Slippy. NUXX (Darren Price Mix) - Underworld

Link nos comentários.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Mojo Presents: I Can See For Miles - Lost Tracks From America's Psychedelic Underground (1966-1970, Lançado em 2009)

Calma, meus amigos. Não é o que vocês estão pensando. Isso aqui não é um disco dos 13th Floor Elevators. Quer dizer, é, mas não é. É uma das melhores coletâneas alternativas ao famoso Nuggets lançada recentemente. Achei esse disco por acaso num sebo aqui do lado da minha casa. O dono do local, gente finíssima, me disse que esse disco tinha acabado de chegar dos EUA. Não hesitei e levei.
Brinde da edição de abril da revista americana Mojo, o disco é sensacional. Os camaradas lá fizeram um belíssimo trabalho em recuperar pérolas psicodélicas obscuras da década de 60 e reunir num só album. Dentre as bandas aqui já postadas, temos os Elevators, o Chocolate Watchband e o Music Machine. São faixas já bastante conhecidas pelo público saqueador, então nem vale a pena perder tempo divagando sobre elas.
As outras, por outro lado, são deliciosamente psicodélicas e interessantes. "Starvation", da banda Golden Dawn (que, por sinal, era constituída por amigos de universidade dos membros do Elevators) é a melhor do grupo. Os riffs repetitivos se transformam aos poucos numa viagem lisérgica saborosa e bem-aproveitavel. "Question Of Temperature", do Ballon Farm, está presente na coletânea Nuggets. Possui linhas de guitarra densas e pesadas, mas chega a ser agradável para um bom garage-punker.
Gostaria de dar destaque especial também ao The Free Spirits, com sua faixa "I'm Gonna Be Free", melodia transcedental banhada por magníficos e belos sopros e, é claro, para nosso camarada Terry Manning, com sua Presleyzística "Guess Things Happen That Way". Não podia ficar de fora desta modesta resenha também "Hurricane Fighter Plane", do grupo The Red Crayola. Eu mesmo não conhecia os caras. Posso dizer que é uma música empolgante e inusitada! Os sujeitos mandam bem!
Enfim, é um grande som, facil de digerir e perfeito para uma introdução no proto-punk psicodélico sessentista. Vale a pena ouvir, principalmente se houver curiosidade em relação ao tema. Coletânea indicadísisma.
Aliás, torno este meu presente de aniversário para o Saqueando! Hoje é dia festivo! Parabéns para o blog, para os escritores e para os Saqueadores de plantão! Um ano de sonzeiras quase diárias!
Não pude conter a emoção, hehe. Sem mais, um viva!

Faixas:
1. First Crew to the Moon - The Sun Lights Up the Shadows of Your Mind
2. The Mystery Trend - Johnny Was a Good Boy
3. Terry Manning - Guess Things Happen that Way
4. 13th Floor Elevators - (I've Got) Levitation
5. The Red Crayola - Hurricane Fighter Plane
6. Bubble Puppy - Days of Our Time
7. The Balloon Farm - A Question of Temperature
8. The Music Machine - The People in Me
9. The Chocolate Watch Band - Are You Gonna Be There (At The Love in)
10. The Ashes - Let's Take Our Love
11. The Lost and Found - Don't Fall Down
12. The Free Spirits - I'm Gonna Be Free
13. Golden Dawn - Starvation
14. Endle St. Cloud - Come Through
15. 13th Floor Elevators - You Don't Know (Live at the Avalon Ballroom, SF)

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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Harmonica Blues (Great Harmonica Performances Of The 1920's And The 30's)

"Harmonica Blues" é, como explica o subtítulo, uma seleção de perfomances brilhantes de gaitistas de Blues americanos entre 1926 e 1939. É um disco que chama atenção de cara, não só pela idade das gravações, mas também pela bela capa, desenho inconfundível do cartunista Robert Crumb (admirador assumido de um bom Blues).
O conteúdo do álbum não nega a boa imagem que a capa cria. As 14 faixas são pérolas de um Blues mais primitivo, mais ligado às raízes africanas e à cultura dos escravos norte-americanos. São blues baseadas no vocal e na gaita, que por ser um instrumento portátil e compacto se popularizou rapidamente entre os trabalhadores negros nos EUA.
Os intérpretes desta coletânea revelam um domínio impressionante da harmônica, tocando com técnicas e velocidades supreendentes (leve em conta que é 1920... portanto são as primeiras gravações de blues com gaita do mundo!). Não é à toa que outros instrumentos como piano, violão e baixo, apareçam nestas músicas quase sempre só como acompanhamento. Ou simplesmente não apareçam, como é o caso de "Railroad Blues" e "Friday Moan Blues", duas faixas sensacionais só com gaita e vocal.
Bom, além do que já escrevi, só restam outros elogios ao disco. Não vou me prolongar mais, então. Agora cabe a quem se interessou ouví-lo.

1. Railroad Blues - Freeman Stowers (1929)
2. Crazy About You - State Street Boys (1935)
3. Wang Wang Harmonica Blues - Carver Boys (1929)
4. My Driving Wheel - Lee Brown (1939)
5. Bay Rum Blues - Ashley & Foster (1933)
6. I'm Going To Write And Tell Mother - Robert Hill (1936)
7. Blowin' The Blues - Chuck Darling (1930)
8. Harmonica Rag - Chuck Darling (1930)
9. Man Trouble Blues - Jaybird Coleman (1930)
10. I Want You By My Side - Jazz Gillum (1936)
11. Friday Moan Blues - Alfred Lewis (1930)
12. House Snake Blues - Chicken Wilson & Skeeter Hinton (1928)
13. Need More Blues - Bobby Leecan & Robert Coocksey (1926)
14. Davidson County Blues - DeFord Baley (1928)

(baixe pelo link nos comentários)

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

[Sublime Frequencies 007] Radio Morocco (1983)

O Sublime Frequencies é um coletivo de pesquisadores cujo objetivo é buscar e divulgar expressões musicais genuinas de culturas de regiões exóticas do globo (exóticas aos olhos das grandes gravadoras, pelo menos). Atualmente o grupo já conta com 51 coletâneas lançadas, tanto em CD quanto em DVD e LP, cada uma explorando os sons de um canto do planeta. Aqui no Saqueando já postamos uma delas, inteiramente dedicada ao Folk e Pop da Sumatra.
Este álbum, por sua vez, é diferente da maioria das demais compilações do Sublime Frequencies. Radio Morocco não é uma coletânea de músicas populares de Marrocos, mas sim de colagens de trechos gravados de estações de rádio em Marrocos. Portanto, cada faixa do disco é formada por vários pedaços de músicas colocados em sequência. Isso, por um lado, é uma experimentação interessante, que nos permite conhecer uma variedade maior de canções marroquinas. Porém, por outro, compromete toda a graça de ouvir o álbum (não dá pra ouvir uma música inteira sem interrupções!).
Quanto ao conteúdo do disco, basta dizer que é fantástico. Apesar de não dar pra curtir todas as músicas do começo ao fim, os trechos aqui presentes são sensacionais. Tudo quanto é música nativa que tocava nas rádios marroquinas em 1983, tanto coisas tradicionais quanto coisas que pendem mais pro lado do Rock e do eletrônico.

"The Moroccans are deep contributors to the high art of Arabic music. May this disc download into your mind as an anti-virus. It worked for me. I don't even remember THRILLER by Michael Jackson. [que era hit mundial em 1983]", escreveu o organizador desta coletânea no site do Sublime Frequencies.

Faixas:
1. Radio Tangier Internationale
2. Quartertone Winds
3. Radio Chechaouen
4. Chante du Tamri
5. Radio Fes
6. Medina of Sound
7. Radio Marrakesh
8. Color of Frequency
9. Radio Essaouira

Baixe pelo link nos comentários.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Pebbles: Original 60's Punk & Psych Classics (Vol. 1)

O Pebbles é mais uma das muitas coletâneas de bandas obscuras de rock psicodélico de garagem da segunda metade da década de 60. Seu diferencial está no fato de que foi uma das primeiras compilações do gênero (lançada lá pro fim dos anos 70, só perde pra consagradíssima série "Nuggets", de 1972, considerada a 'bíblia do rock de garagem') e no de ser, com certeza, uma das mais extensas, consistindo numa série de 28 volumes em LP.
Em termos de conteúdo, porém, o Pebbles é uma coletânea como outra qualquer. O primeiro volume (este álbum) traz consigo várias bandas que atingiram sucesso apenas em escala regional nos EUA durante os anos 60, em geral sendo conhecidas só dentro de seu estado de origem, e apenas por um determinado hit. As músicas seguem, em geral, um estilo parecido, que o título da coletânea define como "60's Punk & Psych", um rock sujo e duro, mais primitivo, ligado às raízes do blues, cheio de distorções, mas que não perde o tom da sua década. Alguns críticos gostam de taxar o gênero como "pré-punk", ou "rock de garagem".
Entre as faixas do álbum, vale dar destaque a algumas, como a clássica "No Friend Of Mine", do The Sparkles (que ganhou um monte de regravações ao longo dos anos 60); "1-2-5", o sucesso do grupo canadense The Haunted; "The Trip", o convite do afetado Kim Fowley a uma viagem alucinante; "Potato Chip", do Shadows Of Knight; a versão roqueira do The Soup Greens para "Like A Rolling Stone" e a do Positevely 13'O Clock para "Psychotic Reaction". O disco se encerra com uma versão da mesma música com a qual abre, porém numa interpretação do grupo new wave Echo & The Bunnymen, revelando aí uma influência das bandas do pós-punk pelas do pré-punk.

Faixas:
1. Action Woman - The Litter
2. Who Do You Love - The Preachers
3. Dance Franny Dance - The Floyd Dakil Combo
4. I'm In Pittsburgh (And It's Raining) - The Outcasts
5. Goin' Away Baby - The Grains Of Sand
6. You Treat Me Bad - The Jujus
7. 1-2-5 [Single Version] - The Haunted
8. Like A Rolling Stone -The Soup Green
9. Psychotic Reaction - Positevely 13'O Clock
10. The Trip - Kim Fowley
11. Spazz - The Elastik Band
12. Rich With Nothing - The Split Ends
13. Thanks For Buying Our Album - The Shadows Of Knight
14. Potato Chip - The Shadows Of Knight
15. Beaver Patrol - Wild Knights
16. No Friend Of Mine - The Sparkles
17. Blackour Of Gretely - Gonn
18. It's Your Time - The Weeds
19. Action Woman - Echo & The Bunnymen

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sábado, 22 de agosto de 2009

História da MPB: Música Sertaneja (1983)

Primeiro de tudo, quero ressaltar que, apesar do nome, este disco não é uma coletânea de música sertaneja. Pelo menos não da música romântica barata feita duplas fantasiadas de caubóis americanizados que caracteriza o gênero que chamamos de "sertanejo" atualmente. O que temos aqui nada mais é do que uma compilação de clássicos da genuína música caipira de raíz. O canto tradicional do homem rural do interior de São Paulo.
O álbum é introduzido por uma explicação de o que é o gênero gravada pelo próprio Cornélio Pires, o maior pesquisador da cultura e da figura do caipira paulista, que foi responsável pela introdução da Moda de Viola no mercado musical em 1929, por meio de uma empreitada ousada. Sobre essa empreitada, abro aqui um parênteses para contar a tal história (ou deveria dizer "causo"?): as gravadoras não aceitaram fazer a tiragem de discos proposta por Cornélio (era maior até do que as dos discos de sucesso da época) e este a bancou com dinheiro emprestado. Assim que ficaram prontos, colocou tudo num carro e saiu vendendo pelo interior de São Paulo. Antes de chegar em Bauru já tinha vendido tudo. Enfim, lenda é lenda...
Voltando a falar do disco... Após a emocionada abertura narrada por Cornélio Pires, temos "Moda de Peão", uma típica Moda de Viola, daquelas que parecem lamento. É cantada por uma dupla acompanhada por um violão e a letra tem um quê de relato, em primeira pessoa, como se fosse uma contação de causo. Em seguida vem "Fogo no Canaviar", Moda com características que surgiram no gênero no pós-guerra, tal qual o uso de instrumentos como o acordeão. Depois vem "Moda da Pinga", cantada por Inezita Barroso numa interpretação confiante de si mesma.
Daí em diante o disco vai se desenrolando em várias outras belas obras, interpretadas por grandes nomes do gênero, como Vieira & Vieirinha, Itaporanga & Itararé, Tião Carreiro & Pardinho... De Tonico & Tinoco, provavelmente a maior dupla caipira da história, temos aqui o emocionante super-clássico "Tristeza do Jeca", que mais tarde virou nome e tema do filme de Mazaroppi. Outros clássicos como a trágica "O Menino da Porteira" também estão presentes nessa compilação.
Enfim, este é um álbum que vale a pena ouvir caso se tenha interesse. É sempre bom estar disposto para ouvir... Livre dos preconceitos que geralmente são associados aos termos "caipira" e "sertanejo". Pelo menos do ponto de vista antropológico (assim como aquele disco da Sumatra que eu postei aqui há um tempo), é muito muito bom.

Faixas:
1. Moda do Peão - Cornélio Pires
2. Fogo no Canaviar - Alvarenga & Ranchinho
3. Moda da Pinga -Inezita Barroso
4. Boi Amarelinho - Torres & Florêncio
5. Sertão do Laranjinha - Tonico & Tinoco
6. O Menino da Porteira - Tião Carreiro & Pardinho
7. Beijinho Doce - Irmãs Castro
8. Mágoa do Boiadeiro - Ouro & Pinguinho
9. Quatro Coisas - Vieira & Vieirinha
10. Tristeza do Jeca - Tonico & Tinoco
11. Três Nascentes - João Pacífico
12. Jorginho do Sertão - Itaporanga e Itararé

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terça-feira, 11 de agosto de 2009

[Sublime Frequencies 001] Folk And Pop Sounds Of Sumatra - Vol. 1 (1989)

A Sublime Frequencies é um grupo de pesquisadores sediado em Seattle cujo principal objetivo é desenterrar e divulgar expressões musicais genuinas de culturas de regiões exóticas do globo. Música folclórica, tradicional, popular, colagens de rádio... Qualquer tipo de manifestação sonora que revele algo sobre a riqueza cultural dos povos desses lugares interessa pros caras.
Este álbum aqui é o primeiro de uma série de muitos (49, até agora - incluindo alguns volumes em LP e outros em DVD) e se dedica unicamente à Sumatra. Sim, pop e folk direto da Sumatra! Muito interessante mesmo, mas aonde raios fica isso?
A Sumatra (ou Samatra) é a sexta maior ilha do mundo. Situa-se no sudeste asiático e hoje seu território pertence inteiramente a Indonésia. A população local é composta por uma série de grupos étnicos distintos e lá são falados cerca de 50 idiomas diferentes. Diversidade não falta.
As faixas presentes nesta compilação foram retiradas de fitas cassetes coletadas na ilha em 1989, variando entre a música tradicional ("Sitigol" é o melhor momento do álbum) e a pop, que apresenta claros elementos da influência americana, tal como o uso de instrumentos elétricos. Porém, de modo geral, todas (descontando as da cantora Samsimar) são carregadas de emoções intensas. Destaque para a melancólica Sri Mersing e a (aparentemente) romântica Borungku Si Derita.
O disco é, sem dúvidas, um artefato raro. E interessante. Muito bom do ponto de vista antropológico (eu disse antropológico).

Faixas:
1. Sitigol #1 - Haba Haba Group
2. (desconhecido)
3. Borungku Si Derita - Mario's Group
4. Siti Payung - Pimp Rubiah
5. Indang Pariaman - Samsimar
6. Piso Somalim #1 - Unknown Drama
7. Sri Mersing - Pimp Rubiah
8. Bapikek Balam - Samsimar
9. Piso Somalim #2 - Unknown Drama
10. Sitigol #2 - Haba Haba Group

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(Link retirado do Chocoreve... Ou seja, a senha para o .rar é "posted_first_at_chocoreve")

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Back From The Grave! (Vol. 1: Rockin' 1966 Punkers!)

Vocais rasgados e sujos, fuzz, gritos, órgãos hammond... tudo isso em alta velocidade, no ano de 1966. O primeiro volume de "Back From The Grave!" traz uma série de bandas de vida curta que ficaram esquecidas no tempo (mesmo por coletâneas como Nuggets, e até Pebbles), que em sua maioria fazem um rock mais próximo das raízes, vezes seco, vezes bluzeiro, outras com toques da psicodelia, porém sempre violento, na linha dos Sonics e de outros grupos como The Rationals.
E, apesar do subtítulo, esses ditos "Punkers" não fazem parte de movimento nenhum, nem tem nada a ver com a turma da pesada de 77. Na época em que foi aplicado, o termo "Punk" tinha um significado mais amplo, sendo algo similar "Freak".
Dentre as bandas aqui presentes, vale dar destaque para algumas pérolas, entre elas os The Alarm Clocks, The Fabs, Little Willie & The Adolescents, The Elite, The Outsiders (que também estão no Nuggets) e os já comentados aqui Swamp Rats. O que não torna o resto do disco menos digno de ser ouvido - é tudo muito bom. Sei lá, é uma coletânea legal pra todo bom garageiro que se preze.

Faixas:
1. My Confusion - The Elite
2. Jujus - Do You Understand Me?
3. Yeah - The Alarm Clocks
4. No Reason To Complain - The Alarm Clocks
5. That's The Bag I'm In - The Fabs
6. Cry - The Malibus
7. I'll Come Again - Legends
8. Rats Revenge Part One - The Rats
9. Rats Revenge Part Two - The Rats
10. We All Love Peanut Butter - One Way Streets
11. Night of The Phantom - Harry & The Blue Notes
12. Jack The Ripper - One Way Streets
13. Psycho - The Swamp Rats
14. Summertime Blues - The Outsiders
15. They Prefer Blondies - The Banshees
16. Surfside State - Triumphs
17. Scream - Ralph Nielsen & The Chancellors
18. The Crusher - The Novas
19. They Can't Hurt - The Lyrics
20. Keep It In Touch - The Canadian Rogues
21. Cry, Cry, Cry - Unrelated Segments
22. Yes I Do - The Hatfields
23. Be My Queen - The Chentelles
24. Get Out Of My Life - Little Willie & The Adolescents
25. See If I Care - Ken & The 4th Dimensions
26. I Loved Her So - Me & Them Guys
27. Ain't Coming Back - Intruders Five
28. I Can't Win - The Monacles
29. I'm Not There - Little Boys Blue

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