domingo, 20 de fevereiro de 2011

Jorge Ben Jor - Samba Esquema Novo (1963)


Talvez uma das estréias mais brilhantes da música popular brasileira, melhor talvez até que a dos Mutantes.
Veja bem, nasceu no Rio de Janeiro, jogou nas categorias de base do grande C.R. Flamengo (não sou flamenguista, antes que saiam me acusando por aí) mas acabou seguindo carreira na música. Tocava pandeiro desde os 13 anos de idade, ainda jovem integrou coral de igreja e aos 18 ganhou seu primeiro violão.
Jorge Ben talvez seja o mais brasileiro dos músicos modernos. Lá pelo começo da década de 60 tava todo mundo se dividindo entre Jovem Guarda e Bossa Nova, porém, me diga, meu caro, onde você colocaria Jorge Ben nessa divisão? Pois é, ninguém sabia tampouco naquela época, ainda não tinha aparecido a Tropicália e só se queria saber da Bossa Nova bem clássica, ou da Jovem Guarda, bem "Rock and Roll". Ainda no começo da década de 60 ele é visto tocando no beco das garrafas e é logo levado para gravar seu primeiro cd.
Esse primeiro cd é esse aqui: Samba Esquema Novo (1963) e que disco, meu caro. O primeiro músico brasileiro a juntar sonoridade gringa com o samba, brilhante. Samba com Funk e Rock and Roll são fundidos pela primeira vez gerando algo jamais esquecido e um dos melhores discos da música brasileira.
Jorge Ben toca acompanhado pelo grupo de Samba Jazz Meirelles e os Copa Cinco, ou seja, Manuel Gusmão no baixo, Luiz Carlos Vinhas no piano, J.T. Meirelles na flauta e no saxofone, Pedro Paulo no trompete e o já brilhante Dom Um Romão na bateria. Meus caros, é sensacional.
Sambalance!

Faixas:
  1. "Mas Que Nada!" 3:02
  2. "Tim Dom Dom" 2:22
  3. "Balança Pema" 1:30
  4. "Vem Morena, Vem" 1:59
  5. "Chove, Chuva" 3:06
  6. "É Só Sambar" 3:06
  7. "Rosa, Menina Rosa" 2:16
  8. "Quero Esquecer Você" 2:16
  9. "Uala Uala" 2:09
  10. "A Tamba" 3:04
  11. "Menina Bonita Não Chora" 2:08
  12. "Por Causa de Você, Menina" 2:07
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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Gilberto Gil - Expresso 2222 (1972)


Se oriente, rapaz, pela constelação do Cruzeiro do Sul.
Salve salve, pós 3 semanas de viagens e coisas de faculdade estou de volta. O blog está ficando meio perdido, mas eu vou me esforçar para continuar postando aqui, porém agora, com menos tempo de postar, eu pretendo aprofundar o blog em alguns artistas, hoje eu trago de novo o Gil.
Gilberto Gil, vocês conhecem e tal, pra quem não tem a mesma intimidade, tem um post com informações sobre ele.
Depois de voltar da gringa, lá de Londres, onde "vez em quando se sentia longe daqui" Gilberto Gil grava um novo CD, misturando muito do que ouviu lá fora, dessa vez, como baião, como o forró e trazendo inclusive uma música da Banda de Pífanos de Caruaru, "Pipoca Moderna", fazendo (outra vez) uma mistura inexplicável. Atenção ainda para a participação de Gal Costa em "Sai do Sereno"
Um disco menos complexo que o Gilberto Gil 1968, por exemplo, porém bastante trabalhado e refinado se comparado ao Gilberto Gil 1971, parece que no Expresso 2222 o Gil encontrou a mistura ideal da MPB com as sonoridades Anglo-americanas.
Belíssimo disco do Gil, pra quem curte música boa é um outro disco indispensável.
Aliás, três músicas eu desconheço a exata procedência delas, e não estão disponíveis aqui. São elas: "Cada Macaco no Seu Galho", "Vamos Passear no Astral" e "Está na Cara, Está na Cura".

Faixas:
  1. "Pipoca Moderna" (Caetano Veloso / Sebastião Biano) 1:59
  2. "Back In Bahia" (Gilberto Gil) 4:48
  3. "O Canto da Ema" (João do Vale / Aires Viana / Alventino Cavalcantti) 6:24
  4. "Chiclete com Banana" (Almira Castilho / Gordurinha) 3:25
  5. "Ele e Eu" (Gilberto Gil) 2:20
  6. "Sai do Sereno" (Onildo Almeida) 3:22
  7. "Expresso 2222" (Gilberto Gil) 2:38
  8. "O Sonho Acabou" (Gilberto Gil) 3:32
  9. "Oriente" (Gilberto Gil) 6:02
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