Sugiro, portanto, que para a audição deste álbum, você se desapegue de qualquer preconceito bobo de fã chato de prog-rock. Injustamente discriminado, Beat é na verdade uma puta obra. Nele, a banda faz sua homenagem aos Beatniks, a geração de escritores que abalou os EUA no fim dos anos 50, se tornando referência para, mais tarde, outros movimentos contraculturais, tais quais o Hippie e o Punk.
Abre direto com a embalada e envolvente "Neal and Jack and Me", a viagem do Crimson com Jack Kerouac e Neal Cassady pelas estradas americanas. Em seguida vem enrolada e bem marcada "Heartbeat", o "hit" do disco, que ficou 57º lugar na Billboard em 1982. "Satori in Tangier" (remetendo ao livro "Satori In Paris" de Kerouac) é o auge do disco, que já declina com "Waiting Man", melhorando um pouco em "Neurotica" e encerrando com estilo em "The Howler" (referência ao poema "Howl" de Allen Ginsberg).
No fim das contas acaba sendo, apesar de subestimado, um disco bom. Pra fãs do King Crimson, pra interessados na geração Beat, pra apreciadores de boa música de modo geral, mas não pra chatos do rock progressivo. Enfim, problema deles.
Faixas:
1. Neal and Jack and Me
2. Heartbeat
3. Sartori in Tangier
4. Waiting Man
5. Neurotica
6. Two Hands
7. Requiem
8. The Howler
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