
Nasceu, no começo da década de vinte, em Oklahoma, onde seu pai era cantor era cantor gospel. Foi criado na música. Com vinte e poucos anos, foi estudar no conservatório de Boston, onde muito aprendeu quanto à teoria musical e orquestração, que muito utilizou tempos depois. Pouco depois, mudou-se para a Florida, onde começou a estabelecer um legado. Anos se passaram e ele novamente (e finalmente) armou a barraca em outro campo: Nova Iorque. Quanta estrada!
Em 1964, quando Sam estava com quarenta anos, começou a gravar seus primeiros discos com a estampa da famosa Blue Note Records. Foram quatro lançamentos no total, e, nesse momento, Rivers adentrou o mundo do Jazz. Seu estilo foi encaixado num free jazz pendente a um bebop. Ele utilizava muito do recurso do “inside-outside”, que é quando o músico caminha entre a harmonia e a não-harmonia, ou seja, entre as notas certas e as notas que soam mal de acordo com a base da música. E conseguia fazer isso mantendo uma linearidade musical, com começo-meio-fim, o que é muito difícil quando se trata de gêneros livres.
Nesse período em que passou na Blue Note, Rivers aparceirou-se de grandes nomes do jazz internacional, como Miles Davis e Freddie Hubbard.
Parou de gravar com a Blue Note nos anos 70, que foi sua época áurea. Liderava sessões de free jazz no Studio RivBea, donde saíram diversas preciosidades. “Crystals”, seu primeiro álbum com a Impulse! Records, era uma preciosidade, mesmo não tendo sido fruto dessas sessões. Nesse disco, Sam e sua banda caminham sobre o free jazz e o jazz padrão. Por isso, esse álbum expressa muito bem a idéia do recurso “inside-outside”. Sugiro como musica exemplo para o álbum todo à faixa “Exultation”. O disco contou com a participação de quase 80 músicos, sendo predominantemente naipes de metais e madeiras.
O álbum inteiro trata de contradições. Seja no dentro-fora do recurso de Sam, ou em faixas como “Postlude”, onde é posta a melancolia de um solo seguida da euforia da anarquia de oitenta juntos. Mas sempre com transição.
Não é certo pensar em ascensão nem descendência musical, e sim como carregar uma música pode engrandecer um plano musical e decrescer outro. É interessante dizer que, as vezes, a voz de muito pode demonstrar o mesmo que a voz de um, mesmo que esse não seja necessariamente o propósito do free jazz como movimento musical. A capa de “Crystals” expressa muito vem essa idéia de como um coletivo, retalhado, pode ser um ser único ou múltiplos seres e vozes.
Voltando ao concreto, Sam divagou pelos anos setenta, onde deixou seu nome. De suas sessões no Studio RivBea, saíram grandes músicos, como Dave Holland ou Steve Coleman.
Sam é vivo, e ainda propaga seu som por ai. Tocou com uma orquestra montada por ele próprio, e chegou até a ganhar uma consideração de Grammy pela sua orquestração.
Ulalá!
faixas:
1. Exultation
2. Tranquility
3. Postlude
4. Bursts
5. Orb
6. Earth Song
linqueus nus comentárius.
Um comentário:
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